domingo, 16 de dezembro de 2012

APOSTILA - Capítulo 18

Prezados,
Segue mais uma página de nossa apostila.

Capítulo 18 - pág. 35

domingo, 12 de agosto de 2012

A ORIENTAÇÃO DA INDÚSTRIA


Na historia da indústria, existem capítulos que se destacam por alterar em alguns graus a direção do deslocamento evolutivo. Refiro-me a dois acontecimentos relativamente próximos, onde o segundo só existiu pelo fato de ter o primeiro como referência.

O primeiro diz respeito, as formas que aumentaram a capacidade na escala quantitativa da produção. Uma revolução que proporcionou a imperceptível diferença na aparência e desempenho entre produtos saídos da mesma esteira. Esse acontecimento foi liderado pelo calor do motor a combustão, denominado por alguns historiadores como “movimento fordiano”.

Outras indústrias da época tiveram ações com o mesmo objetivo, mas não possuíam um produto que movimentasse a mesma variedade em mão-de-obra e matéria-prima e com simpatia suficiente para patrocinar uma mudança, todos ótimos ingredientes para promover a ascenção ecônomica. Essas foram as razões pelas quais a indústria automobilística liderou a produção em grande escala. O mercado da época reforçou o cenário pedindo máquinas e equipamentos de alto desempenho para produzir bens de consumo em volume que até então não havia sido fabricado.

É no item máquina e equipamento - os bens de produção - que pretendo me aprofundar. Essas máquinas deveriam ter motor capaz de transformar energia elétrica em movimento que, transmitido mecanicamente, deveria chegar ao efeito de transformação e beneficiamento com o melhor resultado possível. Coisa semelhante já havia acontecido na Inglaterra usando o motor a vapor para transporte coletivo maritimo e ferroviário.

Para que a máquina trabalhasse com a velocidade da cultura de consumo instituída pelos americanos em meados do século XX teria que ser feita com materiais mais elaborados, sistemas de lubrificação forçada, melhores transmissões mecânicas, além de amplo monitoramento para evitar variáveis e desgaste prematuro. Requisitos como esses justificaram enorme investimento em avanço tecnológico os quais, por sua vez, tiveram importância singular.

Empresas como Niagara e Minster protagonizaram a escalada tecnológica no setor de prensa a ponto de chegarem a impressionantes 1300 golpes por minuto. Alguns fabricantes na Europa acompanharam com sucesso o novo ritmo, no caso de prensas podemos citar entre outras a Suíça Bruderer.
A implantação da indústria japonesa foi o segundo capítulo. Esta implantação teve a tutela americana e partiu do zero. Grupos de empresários japoneses, graças ao fim da segunda guerra mundial, visitaram as indústrias americanas e ficaram impressionados com o virtuosismo e diversidade.

Mas um aspecto incomodava aqueles espíritos orientais. Seria necessária tanta tecnologia com foco na velocidade? Porque não transferir parte do investimento em tecnologia administrativa?

É bom que se diga que os americanos sempre foram referência em administração, a novidade proposta pela futura indústria japonesa era a mudança do foco em administração da produção. A tese japonesa encontrou respaldo na equipe americana que facilitava e de certo modo até se interessava pela política de desenvolvimento no Japão. A abrangência da nova filosofia passava pelos fornecedores que podiam ser corporativo ou familiar, com a intenção de criar entre outras coisas um resultado que virou uma das marca deste movimento, “O estoque mínimo”.

Apesar das perdas sem precedentes, foi a maneira que se implantou a indústria japonesa que tem ajudado hoje em sua recuperação após um tsunami que acabou com boa parte da ilha. É isso que torna a diversidade cultural um valor imbatível.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

APOSTILA - Capítulo 4

Olá a todos,
Segue agora o 4º Capítulo de nossa apostila. estamos preparando novas postagens também não deixem de passar pelo blog nos próximos dias.

Aguardamos suas opiniões.

Capítulo 4 - Pág. 8
Capítulo 4 - Pág. 9

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

APOSTILA - Capítulo 3

O terceiro capitulo contem três paginas e trás uma lista sobre resistência ao cizalhamento com 117 materiais, esta lista é resultado de uma coletânea de ensaios realizados em varias empresas.

Uma tabela classifica estes materiais em cinco grupos.

Espero que gostem.

Capítulo 3 - Pág. 5
Capítulo 3 - Pág. 6
Capítulo 3 - Pág. 7

domingo, 15 de julho de 2012

APOSTILA - Capítulo 1


As três postagens anteriores dão uma prévia do trabalho que começa com a disponibilização deste primeiro capitulo. Após 30 anos de atividade no setor de conformação de laminados, foi possível juntar material de boa parte das técnicas usadas, cuja origem deve-se, principalmente, ao contato com as indústrias que representam o que há de melhor na Europa e América.

A experiência acumulada possibilitou a criação de um sistema, que agiliza, amplia e universaliza a obtenção de produtos a partir de lâminas. Durante muito tempo, nos debruçamos sobre a forma mais eficiente de divulgação do referido sistema. Conclusão: a criação de uma Apostila que possibilitasse o acesso de empresas de matrizaria, fabricantes de componentes para estampo, estudantes e profissionais do setor e que expusesse desde o projeto de produto e meio produtivo, até construção e manutenção do estampo dentro do sistema proposto.

A partir de hoje todos terão acesso à literatura sobre o sistema, a forma como ele foi elaborado e, o principal, a um fórum para comentários e discussões sobre o sistema, o que viabilizará seu constante desenvolvimento. Os capítulos semanais, com texto e ilustração de fácil compreensão, abordarão todos os componentes do estampo e suas características.

O Blog Conform-lam permitirá o constante debate sobre cada capítulo e também um contato direto entre os leitores para o esclarecimento de dúvidas e o oferecimento de sugestões. Mais que o desenvolvimento do setor este trabalho busca promover uma nova perspectiva que vá além da produção industrial.

Ao longo desta publicação, serão lançados volumes de componentes padronizados com níveis de usinagem a serem administrados em caso de estoque além de: especificação de material, tratamento térmico e tolerância, permitindo a inserção em projetos.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O LUCRO VEM DA ROTINA. A ROTINA, DO DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA


Tive a oportunidade de conhecer a tecnologia de uma empresa sediada na Alemanha, mais precisamente em Füzen. A qual contribuiu de maneira significativa em uma atividade que naquele momento eu não assumia nem para mim, mas alimentava, formando um banco de dados. Até o contato com esta empresa, eu não encontrava justificativa ou clareza suficiente para dividir essa atividade paralela com alguém, mas, até então, já havia passado seis anos. Eu tinha um volume interessante e incomodo de informação, sem ter certeza de um bom motivo para continuar o “projeto”. A citada empresa é a Bihler, líder e pioneira no seguimento de centro de estampagem acionado por curvas.

A oportunidade surgiu depois de participar de alguns trabalhos no Brasil usando esse equipamento. Eu pude conhecer de perto a técnica de acionamento por curvas, que, no caso das máquinas Bihler, tem particularidades: o princípio mecânico é simples, eficiente e esteticamente bonito de ver funcionando. Mas o que me chamou a atenção foi á história do sistema, cujo autor é o Sr. Otto Bihler.

Esse senhor, em meados da segunda guerra, vivia o dilema de atender uma necessidade da indústria. A dificuldade era desenvolver meios produtivos para produtos com as seguintes características: peças metálicas a partir de arames e fitas estreitas, com dobras amplas e muito retorno elástico. Dois itens que ilustram bem este seguimento são: o clips de papel e o anel de pistão automotivo. Uma variedade de clientes e peças deste tipo exige processos de conformação onde os ângulos de ataque para dobra são os mais variados, somado à necessidade de regulagem do punção para absorver o retorno elástico.

Para a produção de tais peças, o estampo com progressão linear era alternativa inviável, devido à limitação no ângulo de ataque. Com isso, a única peça comum entre os projetos era os parafusos norma DIN, ou seja, os meios produtivos eram insustentavelmente autorais, seria comparável a um protético, há trinta anos, usando os seus recursos no ajuste de uma prótese dentária já na boca do paciente.

Diante do cenário, o Sr. Otto Bihler percebeu que, deixando a sua empresa crescer, sob às exigências de cada cliente, que impunham variados princípios mecânicos para desenvolver o meio produtivo, ele não teria uma empresa, mas sim uma quimera.

           Disse o Sr.Otto:
- Preciso desenvolver um sistema com parâmetros confiáveis e usa-lo como plataforma operacional.

O primeiro passo foi buscar o que havia de mais eficiente na historia da fabricação destes produtos. Isso feito, era preciso adotar o melhor principio mecânico, com a preocupação de ter um sistema aberto e passível de receber equipamentos periféricos, e o melhor, sem cercear a criatividade dos profissionais de projeto. A redução do traço autoral criou uma rotina saudável para a empresa, abaixando os custos, tudo que não se enquadrava no sistema era especial e, portanto tinha valor adequado.

Hoje a Bihler é fornecedora tradicional dos anéis para pistão da Mercedes Bens, equipa os maiores fabricantes de mola no mundo, e tem sido boa aluna na aula de mandarim.


sábado, 30 de junho de 2012

FORNECEDORES PARA TRANSFORMAÇÃO DE LAMINADOS

Com relação ao que já se falou sobre o efeito da mudança estrutural ocorrida na última década do século 20 no Brasil, é importante abordar o reflexo no setor de laminados. Seguimento onde as mudanças mais intensas partiram das indústrias de bens de consumo, detentoras do produto, e que assumiram com mais nitidez a posição de montadoras, ficando apenas com células estratégicas na transformação de matéria prima. Os departamentos responsáveis pela contratação ganharam capacidade administrativa para desenvolver novos fornecedores de estampados e renovar com os atuais. Contudo, tais departamentos, como não podia ser diferente, ainda dependiam de tramites internos, por exemplo, a liberação de verbas do departamento financeiro, que de praxe liberava as verbas para desenvolvimento condicionadas à segurança em todos os níveis. Com a ampliação da rede fornecedora, essa condição era atingida apenas no limite do cronograma, fato que obrigava a revisão do cronograma inicial.

Os fornecedores de componentes estampados, por considerar a verticalização um risco, resistiam no investimento em equipamento e capacitação técnica para desenvolvimento de meio produtivo. Até porque, a busca de crédito não era recomendável devido à política financeira do período. Sendo assim as montadoras tiveram que flexibilizar e aceitar fornecedores que terceirizavam a construção dos estampos - em ferramentarias - desenvolvendo apenas uma parte do meio produtivo. Em alguns casos, os fornecedores de estampados dedicavam-se exclusivamente a estampagem, assim subdividindo os compromissos, atividade que na época receberam o jargão de “pulverização de compromissos” e “terceirização como quem lava as mãos”.

Problemas ocorreram em todas as esferas da cadeia produtiva, mas, por mais que faça sentido, não é pro ativo justificar uma falha por outra.

Procurando não fazer juízo de valor, vamos nos deter aos reflexos deste cenário na ferramentaria. Aquele que viria a ser o último fornecedor no processo de terceirização, e na maioria das vezes, comprometendo-se a recuperar cronogramas defasados.

A questão é: O que faltou para as ferramentarias?


sábado, 26 de maio de 2012

CONFORMAÇÃO DE LAMINADOS


O avanço no beneficiamento de metais colaborou com a busca de formas mais estáveis para o nosso conforto. O metal trouxe novas maneiras de beneficiar outros materiais. Os instrumentos rústicos para caça, defesa e conquista de território, tiveram melhora considerável com o uso do metal, no entanto, a forma laminada para metais surgiu depois de longo tempo de utilização de outras técnicas, como a fundição e o forjamento.

Com o aperfeiçoamento da laminação, através da qualidade da composição química, uniformidade da superfície e estabilidade dimensional, surgiram aplicações em diversos produtos. A esse processo juntaram-se outros materiais de origem animal, vegetal e fóssil (como couro, celulose e polímeros) todos passíveis de conformação a partir de lamina.

As técnicas até então aplicadas em condição artesanal e em acanhadas oficinas, foram mais tarde para plantas manufatureiras com o apoio de ferramentas mais elaboradas, mesmo sem nenhuma automação mecânica. O aparecimento da geração e armazenamento de energia embarcou no clima favorável da revolução industrial. Operações combinadas proporcionaram um desenvolvimento quantitativo, principalmente na capacidade produtiva de então.  Aquilo que se tinha de equipamentos adquiriu novos paramentos, e, em especial, velocidade.

Na América Latina, em particular no Brasil, o ingresso na conformação de laminados, efetivou – se com a vinda da indústria automobilística, época da “febre do plástico”. Antes disso na Europa e posteriormente na America do Norte, muito já havia sido feito no processo de laminados.

No Brasil, mesmo com heroicos investimentos de algumas indústrias do ramo eletroeletrônico, o qual a técnica de transformação tem faixa estreita de tolerância e, portanto, é mais exigida, não foram suficientes para criar um pólo representativo de desenvolvimento no setor. O momento político e econômico não favoreceu, formaram-se poucos profissionais especializados.


Enquanto isso no Hemisfério Norte, apesar da já citada “febre do plástico” nas décadas de 60 a 70, os metálicos e, no caso, os laminados uniram–se aos polímeros termofixos e injetados, trazendo grandes vantagens em bens de consumo. Fato que não ocorreu no Brasil, resultando na aplicação de plástico em situações não recomendáveis para um produto com padrão mínimo de qualidade.




Cruzamento de fitas no estampo para montagem.



A partir dos primeiros cinco anos do novo século, impulsionados pelo momento favorável, vários setores da indústria brasileira iniciaram uma busca pelo desenvolvimento de produtos e meios produtivos mais eficientes, deparando-se com a falta de profissionais qualificados. No entanto, mesmo com o pouco que  se investiu no século passado, foi suficiente para notar considerável vocação dos profissionais brasileiros, sobretudo nos aspectos de criatividade e assimilação do que existia.

É oportuno que tenhamos ações para estimular o interesse de novos profissionais, um equilíbrio entre oferta e procura. É com esse propósito que aqui será dado um modesto passo para contribuir com este setor, especifico na engenharia, mas amplo na aplicação.

O trabalho consiste em um sistema que agiliza a obtenção de estampos, desde o projeto do produto e meio produtivo até a construção e manutenção.


As empresas de matizaria, fabricantes de componentes para estampo, estudantes e profissionais do setor, terão acesso à literatura sobre o sistema e a forma que foi desenvolvido, no formato digital, em capítulos semanais, com texto e ilustrações de fácil compreensão, abordando todos os componentes do estampo e suas características. 


No meio dessa publicação semanal, serão lançados volumes com componentes padronizados e especificação de material, tratamento térmico e tolerância, para simples inserção em projeto. Também serão mostrados os componentes com níveis de usinagem, a serem administrados em caso de estoque.

Já está em andamento a informatização do sistema, o objetivo é que com estudo da progressão em fita, sejam buscados os desenhos dos componentes para composição de um conjunto com anexos sobre processo de usinagem em conjunto com dados logísticos e orçamentários.
    
A data para inicio da primeira fase da publicação, em forma de capítulos semanais, esta prevista para 14/07/2012.

Aguardem...