Os fornecedores de componentes estampados, por considerar a
verticalização um risco, resistiam no investimento em equipamento e capacitação
técnica para desenvolvimento de meio produtivo. Até porque, a busca de crédito não era
recomendável devido à política financeira do período. Sendo assim as montadoras tiveram
que flexibilizar e aceitar fornecedores que terceirizavam a construção dos estampos - em ferramentarias - desenvolvendo apenas uma parte do meio produtivo. Em alguns casos, os fornecedores de estampados dedicavam-se exclusivamente a estampagem, assim subdividindo os compromissos, atividade que na época receberam o jargão de “pulverização de compromissos” e “terceirização como quem lava as mãos”.
Problemas ocorreram em todas as esferas da cadeia produtiva,
mas, por mais que faça sentido, não é pro ativo justificar uma falha por outra.
Procurando não fazer juízo de valor, vamos nos deter aos
reflexos deste cenário na ferramentaria. Aquele que viria a ser o último fornecedor no processo
de terceirização, e na maioria das vezes, comprometendo-se a recuperar
cronogramas defasados.
A questão é: O que faltou para as ferramentarias?

Ola,
ResponderExcluirNao necessariamente na ordem:
- Visao de negocios
- Evolucao de uma tecnologia nacional do setor
- Acomodacao
Abs
Olá, Reginato
ExcluirTenho dificuldade de encontrar algum motivo que explique melhor os problemas que dificultaram a evolução da industria no Brasil, parabéns pela forma direta.
Poderíamos detalhar sobre o que levou nossos empreendedores a aceitarem passivamente tal situação, colocaria como um dos motivos a inexistência de concorrentes no mesmo seguimento, característica de um parque industrial indiretamente administrado pelo regime ditatorial instalado no pais.