sábado, 30 de junho de 2012

FORNECEDORES PARA TRANSFORMAÇÃO DE LAMINADOS

Com relação ao que já se falou sobre o efeito da mudança estrutural ocorrida na última década do século 20 no Brasil, é importante abordar o reflexo no setor de laminados. Seguimento onde as mudanças mais intensas partiram das indústrias de bens de consumo, detentoras do produto, e que assumiram com mais nitidez a posição de montadoras, ficando apenas com células estratégicas na transformação de matéria prima. Os departamentos responsáveis pela contratação ganharam capacidade administrativa para desenvolver novos fornecedores de estampados e renovar com os atuais. Contudo, tais departamentos, como não podia ser diferente, ainda dependiam de tramites internos, por exemplo, a liberação de verbas do departamento financeiro, que de praxe liberava as verbas para desenvolvimento condicionadas à segurança em todos os níveis. Com a ampliação da rede fornecedora, essa condição era atingida apenas no limite do cronograma, fato que obrigava a revisão do cronograma inicial.

Os fornecedores de componentes estampados, por considerar a verticalização um risco, resistiam no investimento em equipamento e capacitação técnica para desenvolvimento de meio produtivo. Até porque, a busca de crédito não era recomendável devido à política financeira do período. Sendo assim as montadoras tiveram que flexibilizar e aceitar fornecedores que terceirizavam a construção dos estampos - em ferramentarias - desenvolvendo apenas uma parte do meio produtivo. Em alguns casos, os fornecedores de estampados dedicavam-se exclusivamente a estampagem, assim subdividindo os compromissos, atividade que na época receberam o jargão de “pulverização de compromissos” e “terceirização como quem lava as mãos”.

Problemas ocorreram em todas as esferas da cadeia produtiva, mas, por mais que faça sentido, não é pro ativo justificar uma falha por outra.

Procurando não fazer juízo de valor, vamos nos deter aos reflexos deste cenário na ferramentaria. Aquele que viria a ser o último fornecedor no processo de terceirização, e na maioria das vezes, comprometendo-se a recuperar cronogramas defasados.

A questão é: O que faltou para as ferramentarias?


2 comentários:

  1. Ola,

    Nao necessariamente na ordem:

    - Visao de negocios
    - Evolucao de uma tecnologia nacional do setor
    - Acomodacao

    Abs

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    1. Olá, Reginato

      Tenho dificuldade de encontrar algum motivo que explique melhor os problemas que dificultaram a evolução da industria no Brasil, parabéns pela forma direta.

      Poderíamos detalhar sobre o que levou nossos empreendedores a aceitarem passivamente tal situação, colocaria como um dos motivos a inexistência de concorrentes no mesmo seguimento, característica de um parque industrial indiretamente administrado pelo regime ditatorial instalado no pais.

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